FILOSOFIA
Noel Rosa
O mundo me condena, e ninguém
tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber se eu vou
morrer de sede
Ou se vou morrer de fome
Mas a filosofia hoje me auxilia
A viver indiferente assim
Nesta prontidão sem fim
Vou fingindo que sou rico
Pra ninguém zombar de mim
Não me incomodo que você me diga
Que a sociedade é minha inimiga
Pois cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba, muito
embora vagabundo
Quanto a você da aristocracia
Que tem dinheiro, mas não compra
alegria
Há de viver eternamente sendo
escrava dessa gente
Que cultiva a hipocrisia
...
Buscando conhecer e entender a matéria de Filosofia de Educação me deparei com antigas discussões que tive nas minhas aulas de Filosofia lecionadas no Ensino Médio. Sobre os seis excertos discutidos em sala, temos quatro filósofos importantíssimos de épocas diferentes com pensamentos digamos interligados. Temos Platão que diz que o espanto é a fonte da dúvida e que muitas vezes é causado de forma natural ou de forma forçada causada pelo próprio filósofo que deseja abrir uma discussão sobre o assunto a ser tratado. Depois, dois excertos de Aristóteles que em síntese mostra que os homens vão em busca de sabedoria e que quando começam a filosofar se deparam com a dúvida deixando-os perplexos diante das dificuldades, mas que com passar do tempo, vão conseguir enfrentar problemas bem maiores do que aqueles que os deixaram perplexos no início.
ResponderExcluirDescartes aparece com um excerto intitulado de "A Dúvida" onde mostra que nós precisamos desconfiar de tudo que pode nos causar alguma dúvida e que nos devemos considerar que coisas que nos parecem verdadeiras podem serem certas e mais fáceis de se desvendar. Por fim, temos dois excertos de Kant, de livros diferentes. O primeiro trata que aprender a filosofar só é possível quando exercitando a razão, fazendo-a seguir os princípios universais. Porém ela - a razão - deve investigar os princípios para confirmá-los ou rejeitá-los. No segundo excerto, discutido pelo meu grupo, temos que a razão não deve tomar nada emprestado da autoridade alheia e sim construir seu próprio conhecimento. Há também no excerto que a indolência faz os homens prefiram seguir o conhecimento do outro em vez de construir a própria. Esses homens não passaram de meras cópias que construiram um mundo monotono. Sendo assim, Kant termina dizendo que a juventude não se mantenha a imitar o próximo, mas sim construir seu próprio conhecimento. Nos dois excertos que não foram discutidos em sala, tem-se: A filosofia no mundo e desconforto.
A primeira, escrita por Karl Jaspers, mostra que a filosofia se encaixa no mundo de forma embaraçosa. E por mais com ares de respeito, tem sido desprezada e caracterizada de não possuir utilidade. A filosofia aspira verdade, porém na nossa sociedade se começarmos a filosofar e entender a importância dessa disciplina, teriamos de alterar o nosso modo de conviver, causando um reboliço. Sendo assim, alguns políticos tem seu trabalho facilitado. É muito mais fácil controlar o povo quando estes não pensam e apenas trabalham como uma máquina de fazer dinheiro que entra limpinho no bolso de cada um dos poderosos que possuem o controle desse "rebanho". Nada contra os grandes governantes, mas as pessoas acham que a filosofia é inimiga e desorganizadora dos padrões sociais.
No segundo excerto, escrito por Maurice Merleau-Ponty, mostra que a filosofia tem seus probleminhas. A filosofia habita a história - faz parte da disciplina - mas queria ter uma maior participação. Fala que o filosofo dá atenção aguda ao homem sério e que este desperta dúvidas no homem que fica entre paradoxos.
Sobre a música Filosofia, mostra-se um homem "perturbado" que diz que o mundo o condena e fala mal dele e que a única forma que achou para se manter alheio a essa situação foi filosofando. E que mesmo sendo de classe humilde, é escravo do samba que o deixa feliz enquanto que a burguesia há de ser escrava de hipocrisia.
Buscando conhecer e entender a matéria de Filosofia de Educação me deparei com antigas discussões que tive nas minhas aulas de Filosofia lecionadas no Ensino Médio. Sobre os seis excertos discutidos em sala, temos quatro filósofos importantíssimos de épocas diferentes com pensamentos digamos interligados. Temos Platão que diz que o espanto é a fonte da dúvida e que muitas vezes é causado de forma natural ou de forma forçada causada pelo próprio filósofo que deseja abrir uma discussão sobre o assunto a ser tratado. Depois, dois excertos de Aristóteles que em síntese mostra que os homens vão em busca de sabedoria e que quando começam a filosofar se deparam com a dúvida deixando-os perplexos diante das dificuldades, mas que com passar do tempo, vão conseguir enfrentar problemas bem maiores do que aqueles que os deixaram perplexos no início.
ResponderExcluirDescartes aparece com um excerto intitulado de "A Dúvida" onde mostra que nós precisamos desconfiar de tudo que pode nos causar alguma dúvida e que nos devemos considerar que coisas que nos parecem verdadeiras podem serem certas e mais fáceis de se desvendar. Por fim, temos dois excertos de Kant, de livros diferentes. O primeiro trata que aprender a filosofar só é possível quando exercitando a razão, fazendo-a seguir os princípios universais. Porém ela - a razão - deve investigar os princípios para confirmá-los ou rejeitá-los. No segundo excerto, discutido pelo meu grupo, temos que a razão não deve tomar nada emprestado da autoridade alheia e sim construir seu próprio conhecimento. Há também no excerto que a indolência faz os homens prefiram seguir o conhecimento do outro em vez de construir a própria. Esses homens não passaram de meras cópias que construiram um mundo monotono. Sendo assim, Kant termina dizendo que a juventude não se mantenha a imitar o próximo, mas sim construir seu próprio conhecimento. Nos dois excertos que não foram discutidos em sala, tem-se: A filosofia no mundo e desconforto.
A primeira, escrita por Karl Jaspers, mostra que a filosofia se encaixa no mundo de forma embaraçosa. E por mais com ares de respeito, tem sido desprezada e caracterizada de não possuir utilidade. A filosofia aspira verdade, porém na nossa sociedade se começarmos a filosofar e entender a importância dessa disciplina, teriamos de alterar o nosso modo de conviver, causando um reboliço. Sendo assim, alguns políticos tem seu trabalho facilitado. É muito mais fácil controlar o povo quando estes não pensam e apenas trabalham como uma máquina de fazer dinheiro que entra limpinho no bolso de cada um dos poderosos que possuem o controle desse "rebanho". Nada contra os grandes governantes, mas as pessoas acham que a filosofia é inimiga e desorganizadora dos padrões sociais.
No segundo excerto, escrito por Maurice Merleau-Ponty, mostra que a filosofia tem seus probleminhas. A filosofia habita a história - faz parte da disciplina - mas queria ter uma maior participação. Fala que o filosofo dá atenção aguda ao homem sério e que este desperta dúvidas no homem que fica entre paradoxos.
Sobre a música Filosofia, mostra-se um homem "perturbado" que diz que o mundo o condena e fala mal dele e que a única forma que achou para se manter alheio a essa situação foi filosofando. E que mesmo sendo de classe humilde, é escravo do samba que o deixa feliz enquanto que a burguesia há de ser escrava de hipocrisia.
Grande Noel Rosa!! Acho que o personagem, ("eu lírico", "pobre coitado" ou do que mais quiser chama-lo) usa da filosofia como válvula de escape. Visivelmente frustrado, talvez mais ainda com a hipocrisia e arrogância dos aristocratas do que com sua própria situação social, é atravez de visões e pensamentos mais profundos da vida, proporcionados pela filosofia, que ele torna-se capaz de superar os problemas mundanos que o aflingem quando "sóbrio".
ResponderExcluirNa música de Noel Rosa mostra- se claramente como o indivíduo que tem contato com a filosofia se sente em relação ao mundo. Como já dito por Karl Jaspers em Introdução ao Pensamento Filosófico (Cap.XVII: A Filosofia no Mundo) ao ter contato a filosofia a pessoa se depara com uma outra maneira de ver a realidade o que provoca uma mudança de valores e conduta e assim ele se sente alheio ao mundo , situação vivida pelo eu lírico da música sendo explicitado esse sentimento na passagem "A viver indiferente assim" .
ResponderExcluirO pensamento filosófico permite ao ser humano ter autenticidade e pensar por ser próprio e assim não pertencer a massa que não questiona e somente acata a ordens.Infefizmente isso e usado por pessoas mal intencionadas que tiram proveito da situação .
Letícia Marchioni Paschoaleti ( primeiro ano da graduação
Ao ler um texto ou ter uma aula de filosofia,é impossível sair indiferente ao que lemos ou ouvimos. Sempre alguma questão que nós já nos deparamos alguma vez é tratada, pensamentos que não demos a devida importância; por exemplo, ficar falando várias vezes a mesma palavra. Com o surgimento da filosofia, a Razão começou a ser utilizada. Fatos cotidianos passaram a ser explicados por algum tipo de lógica, e não por mitos como acontecia antes. Quanto mais pensamos sobre algo, mais achamos estranheza naquilo, vemos que sabemos muito pouco e há diversas coisas a serem descobertas. Conforme vimos em alguns excertos filosóficos, devemos ser críticos, e encontrar no banal o espantoso, saber que nada é óbvio. E como é do nosso íntimo querer saber as coisas, devemos ir atrás de soluções que dotem o nosso mundo de significados. Precisamos sair da nossa zona de conforto, e analisar uma situação, pensar e nos expressar, desse modo estaremos sendo filósofos. A filosofia está dentro de todos nós e temos que aprender a gostar dela, uma vez que até "a antifilosofia é uma filosofia", como disse Karls Jaspers. Thaiz Cartoni Monteiro - Filosofia I
ResponderExcluirNoel Rosa ironiza a filosofia das pessoas de poder aquisitivo maior, que acabam criando diversas verdades que ignoram a existência de pessoas com menores oportunidades na vida tanto monetária quanto intelectualmente. Porém, Karl Jaspers chamaria isso de antifilosofia, uma vez que a filosofia tratada por Noel Rosa exprime significados, críticas, valores de uma aristocracia que vão contra a busca da verdade movimentada pela filosofia.
ResponderExcluirantes que seja de samba a morte anunciada. beijo, marcos!
ResponderExcluirAngel Kay HM Robinson - Filosofia da Educação I (vespertino)
ResponderExcluirConsigo perceber uma relação entre a primeira parte da música de Noel Rosa; "O mundo me condena, e ninguém tem pena Falando sempre mal do meu nome(...)", com o modo de como a filosofia é vista pelas pessoas hoje em dia, como é exposto no excerto de Karl Jaspers; "(...)Por força da tradição, a filosofia é polidamente respeitada, mas, no fundo, objeto de desprezo. A opinião corrente é a de que a filosofia nada tem a dizer e carece de qualquer utilidade prática.".
Do mesmo modo em que no trecho do samba "(...) Não me incomodo que você me diga Que a sociedade é minha inimiga" noto vinculação com a parte do excerto, "(...) a filosofia se vê rodada de inimigos.", pois me parece que nesta parte da música é como se a filosofia estivesse em primeira pessoa, pois sabe que a sociedade é sua inimiga e não se importa.
A partir deste samba enxergo o sambista da mesma forma que Maurice Merleau-Ponty descreve um filósofo; “(...) O filósofo é o homem que desperta e fala” e “(...) sente-se que ele está de fora”. Ao mesmo tempo em que compreendo que para filosofar deve haver um desconforto com a realidade em que vive, assim como para fazer este samba.
Giovanna Della Coletta de Carvalho - Filosofia da Educação I (vespertino)
ResponderExcluirAnalisando a música Filosofia, de Noel Rosa, faz se uma comparação com os dois textos lidos em sala de aula: “ A filosofia no mundo” de Karl Jaspers e “Desconforto” de Maurice Merleau-Ponty. Ambos falam de como a filosofia se relaciona com o mundo e vice-versa, e também de como ela se relaciona consigo mesma.
Há dois trechos na música que expressam essa relação filosofia e sociedade em que dizem: “ mas a filosofia hoje me auxilia a viver indiferente assim” e “ vou fingindo que sou rico pra ninguém zombar de mim”, estes fazem uma ponte principalmente com o primeiro texto em que fala que o indivíduo mesmo inconscientemente rejeita a filosofia, pois para aceitá-la este teria que modificar sua maneira de ser, pensar e agir, entrando em conflito com uma parte da sociedade que busca investir contra o pensamento filosófico, pois quanto menos pessoas pensantes houver, mais fácil de ter uma controle de massa.
Já a relação da filosofia com ela mesma está bem presente nos dois textos que dizem que ela tropeça e vive em constante luta consigo mesma, pois a própria antifilosofia é uma filosofia sendo esta paradoxal.
Lucas Simões - Filosofia da Educação I - Vespertino
ResponderExcluirAcredito que quando ele diz "Mas a filosofia hoje me auxilia/
A viver indiferente assim" pode parecer contraditório mas não é. Pois mesmo que ele tenha que fingir ser alguém que não é, a filosia permite que ele seja livre em seus pensamentos e convicções e dessa forma conseguir "viver indiferente assim".
Outro ponto que posso perceber é que a música faz uma crítica a "filosofia" do "aristocrata" que acredita que a riqueza e o bem material são fundamentais em sua vida, e por causa disso se torna escravo dessas coisas.
Noel Rosa é muito explícito ao referir-se à aristocracia como a parte da sociedade que, mesmo com dinheiro, não compra alegria e acaba sendo escravizada pela hipocrisia, o que se contrasta com a filosofia que dá lugar àqueles que têm desejo da verdade assim, a filosofia se apresenta, como diz o texto "A filosofia no mundo" como perturbadora da paz, porque aspira à verdade total que se opõe a essa hipocrisia vigente. Por isso, a filosofia é considerada como objeto de desprezo e também como a ciência que coxeia, pois julga-se que ela é perigosa e nada tem a ver com a parte prática da vida. Esther Pilavjian Ehlert- Filosofia da Educação l- vespertino
ResponderExcluirFilosofia I (vespertino)
ResponderExcluirNoel Rosa fala da falta de reconhecimento e até mesmo do modo como a sociedade em geral julga a filosofia. Uma sociedade hipócrita preocupada com os meios de sobrevivência e que não busca o saber.
Esta visão de antipatia e medo por parte da sociedade em relação a filosofia também está presente nos pensamentos de Karl Jaspers, que chega a dizer que "a filosofia é perturbadora da paz".
Neste contexto, o excerto de Maurice Merleau-Ponty complementa "o que é ser filósofo", falando sobre o desconforto necessário para identificar o sentido das coisas, para não acomodar-se. Deixando claro também o desejo de que a filosofia seja o centro da história e, portanto, realmente reconhecida e não temida.
Filosofia da Educação I Sheila Perina - Vespertino
ResponderExcluirA Filosofia vista por muitos como algo de alta periculosidade pois desperta o questionamento e te liberta de viver de acordo com as ideologias impostas pela classe que detem o poder. Entretanto a alienação é vista por alguns, poucos como perigosa devido ao seu poder, pois a filosofia leva o ser a sensatez, no entanto cultivar seres pensantes atualmente não tem sido a prioridade dos nossos governantes,deveriam contribuir para nosso bem estar, talvez os papeis estejam maus distribuidos.
Fazendo uma analogia com a musica, pude perceber que a sociedade tornou-se alienada para questões politicas-socias,e é incapaz de reconhecer valores verdadeiros e parte dela prende-se apenas ao dinheiro tornando a si mesmo e a outra parte,a grande maioria submissa a ele, ambas desconhecem a luz filosofica que tem o poder de libertação da dominaçao social e psicologica.
Filosofia da Educação I Sheila Perina - Vespertino
Beatriz Ferreira de Lima - Filosofia da Educação I - Vespertino
ResponderExcluirQuando o indivíduo na música relata viver num dilema de ser obrigado a viver em uma sociedade que o rejeita, mune-se apenas na Filosofia para o auxiliar a não participar da grande massa social manipulada. Que apenas vive como num rebanho, não exercitando o uso do pensar, uma vez que só pensamos na ocorrência de problemas, não encontrar - los é uma saída frequente para se viver na falsa paz e harmonia. Como apresentado no samba, o indivíduo assume preferir ser escravo do próprio samba, a se tornar escravo da aristocracia. Sendo assim, a realidade retratada no samba, afirma que esse indivíduo apresenta-se alheio à sociedade que considera "o bem-estar material como razão suficiente de vida" - conceito apresentado também por Karl Jaspers. Optando assim, por viver na "indiferença", como citado na letra da música.
O espanto. A dúvida. A procura. A necessidade. A busca. O saber. A busca pelo saber. A razão. Existe razão? Negação. Criação. Luz. FILOSOFIA!
ResponderExcluirProcurando pontes entre os excertos,a música de Noel Rosa e ainda tentando relacioná-las com a própria vida cheguei somente a uma conclusão: o enfado sentido por muitos quando se vêem questionando as coisas da filosofia se dá pela falta de praticidade de chegar a uma solução. Nada mais natural para um ser-humano do que buscar aquilo que mais lhe conforta e com certeza isso não é a filosofia. Apesar de suas milhares questões em aberto, nada mais confortável que os velhos hábitos. E Karl Jaspers concorda comigo em seu texto cedido nos excertos de nossa primeira aula. Da mesma maneira na música de Noel Rosa, o eu-lírico foge da realidade, buscando estar confortável, apesar de reconhecer todas as circunstâncias ao seu redor. Todos os textos do excerto são claros e unânimes em afirmar que para nascer um filósofo, deve-se morrer dentro dele a vaidade e o comodismo.
Ao ouvir o samba de Noel Rosa e ler os textos da aula,principalmente o de Karl Jaspers percebi uma relação entre o fato do eu lírico do samba criticar a aristocracia escrava da hipocrisia,essa classe que embora tenha dinheiro não pensa de forma a questionar o mundo (não pensa filosoficamente) e assim se torna "cega" e facilmente manipulada.Karl Jaspers menciona "O problema crucial é o seguinte:a filosofia aspira à verdade total,que o mundo não quer.A filosofia é,portanto, pertubadora da paz." Jéssica Bassani, Filosofia I (vespertino)
ResponderExcluirBeatriz Olivier Garcia - Filosofia da educação I - Vespertino
ResponderExcluir"O mundo me condena, e ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome."
A filosofia busca uma razão, um conhecimento e neste processo questiona muitos setores da nossa vida, ela é a chave para entender o mundo com uma clareza muito maior do que esperamos, porem ser filosofo não é fácil, é preciso lutar contra a realidade do nosso mundo pois para todos aqueles que não querem pensar filosoficamente, resta taxar a filosofia de inútil e dizer que ela não tem um valor prático o que é na visão de uma grande maioria mais simples do que pensar a filosofia, isso acaba nos levando a uma banalização da profissão de filosofo, como canta o sambista no trecho acima.
"Quanto mais vaidades se ensinem, menos estarão os homens arriscados a se deixar tocar pela luz da filosofia."
ResponderExcluirA partir desta citação de Karl Jaspers discutida em aula, podemos associar o problema que se enquadra também ao que a musica de Noel Rosa nos mostra, já que seu eu-lírico está incomodado com o valor que as pessoas atribuem a coisas fúteis, ao dinheiro, o qual não as aproxima das alegrias da vida, pelo contrário, afasta-as. Por essa razão diz o eu-lírico : "Mas a filosofia hoje me auxilia//A viver indiferente assim//Nesta prontidão sem fim", isso é aceito se fizermos um paralelo desse trecho da canção com a afirmação que faz Jasper de que se compreendêssemos a filosofia, veríamos as coisas com "uma claridade insólita", teríamos de rever nossos conceitos, por isso este nos aconselha que "Melhor é não pensar filosoficamente".
Noel Rosa compõe suas obras entre os anos 1929 e 1937, período em que as idéias de industrialização e progresso, permeavam o discurso político da época, assim como, o ideário da população. Acredito que paralelamente surge a idéia de valorização do trabalho e da produção.
ResponderExcluirO trabalho artístico, geralmente associado a boemia e ao ócio, contrapõe-se a essa idéia. Noel Rosa afirma que a filosofia o auxilia, pois o afastamento dos rigores da sociedade, ou até mesmo da sociedade em si, é exatamente o que o leva ao exercício de analisar esta realidade na qual está inserido.
E através deste exercício percebe a mediocridade desta relação que chama de escravidão, uma escravidão da imagem que deve-se criar perante a sociedade, porém, ele prefere ser escravo de sua arte, ou não tem como escapar dela, nos transmitindo a sensação de que ambos se completam e que nada mais se faz necessário.
Veronica Alves Barreto(noturno)
ResponderExcluirAo ouvir essa música fiquei me perguntando o que é essa filosofia que Paulinho da Viola canta.Penso que a filosofia tenta responder os problemas ou pelo menos sugerir soluções para uma sociedade com milhões de pessoas em diferentes situações.Mas será que para isso temos que nos isolar?Ser indiferente não é bom mas ser exagerado também não é.Temos que buscar o equilíbrio em diversos momentos para "caminhar" com a sociedade e viver essa tal filosofia...
Carolina Gato dos Santos (Filosofia da Educação I - Noturno)
ResponderExcluirMuitas pessoas conseguem identificar um texto, tal como uma imagem ou uma simples frase, com o sentido filosófico. Todavia, a grande dificuldade encontrada é saber conceituar e interpretar esse sentido, imposto ao que foi lido ou até criado. Não vos digo que ainda sabemos definir o maravilhoso e amplo sentido filosófico, nem ao menos o que vem a ser a própria filosofia, mas é de grande magnitude que se tenha a concepção correta acerca de tal estudo e porque não de tal ciência.
Entrando em conceitos abrangentes, simplificados e já discutidos, a filosofia nasce por motivos histórico-políticos, durante o surgimento concomitante das cidades democráticas, do comércio e de leis escritas. Esse nascimento, na Grécia, foi uma resposta a certos problemas vigentes na mesma, levando em conta outras culturas, mas equiparando e transformando seus conteúdos e contextos. Tentando, mesmo que de forma segregada e de acordo com o que a própria palavra nos traz com os significados gregos, podemos transcrever filosofia como a busca incessante a sabedoria, um anseio epistemológico.
Todas as pessoas filosofam, a fim de quererem o saber e terem a capacidade de pensar, transformando-se em seres pensantes. ”Todos os homens, (de acordo com Aristóteles, em “O saber”) por natureza, buscam o saber.” Sobre a filosofia, correlacionando a alguns excertos, tais como “O espanto” – de Platão, essa concepção introduz a surpresa a ação do pensar, ou seja, diante do espantoso e do surpreendente, começa-se a filosofar, sendo essa a autêntica característica do filósofo.
Seguindo o que Platão nos oferece de conhecimento, Aristóteles afirma que, a partir desse espanto que nos leva a filosofar, conseguimos reconhecer que não sabemos, portanto, como sempre experimentamos essa sensação de surpresa e dúvida, independente da situação, é possível que cada vez, deixemos de saber algo mais.
Em contrapartida, Descartes defende que é necessário rejeitar o duvidoso para que se compreenda o que é certo e o que é fácil de entender.
Para relacionar os excertos com a música de Noel Rosa, tomo como base o de Karl Jaspers, no qual introduz o crédito infiel a filosofia, no modo como as pessoas a ignoram e a condenam. Para Giorgio Colli também: há sempre uma nostalgia em dizer-se filósofo. Até pelo julgamento feito aos que isso realizam e aos que se auto-intitulam.
Compreendo que a filosofia se vê cercada de inimigos, pela capacidade de transformar um indivíduo para observar, esclarecer e interpretar o que ocorre, socialmente, de forma mais crítica. Daí, advém essa preocupação com os filósofos: em esses acreditarem, por meio do pensar e da busca a sabedoria, na verdade, que o mundo, infelizmente, não quer. Portanto, a filosofia, devido a esse motivo, torna-se a perturbadora da paz.
Em sua canção, Noel Rosa deixa claro a posição de um indivíduo que não se importa com os padrões de comportamento impostos por uma sociedade hipócrita e aristocratica. Indivíduo esse em utilizando da filosofia se posiciona com indiferença, pois possui outros valores e enxerga em sua realidade o que a de mais importante para si.
ResponderExcluirLeila Silva Andrade Barbosa (Filosofia da Educação I, periodo noturno).
Meu post excedeu o número de caracteres permitido. Assim, está publicado no seguinte enlace:
ResponderExcluirhttp://pradesterrofalar.wordpress.com/2012/03/19/noel-e-a-filosofia/
O eu lírico do poema diz que a filosofia faz com que ele consiga agir de forma indiferente à sua condição de pessoa subjugada, vagabunda, pois sabe que a aristocracia que o condena é regida por conservadorismos e princípios pequenos e por isso se tornou insensível, materialista apenas, o que vai de encontro a tudo o que a filosofia representa. E assim, para se proteger, ele consegue se fingir de rico já que não possui nenhuma limitação, não é escravo de nada a não ser de seu samba, então é como se ele fosse escravo da "verdade". O que, na minha opinião, não que ele tivesse essa intenção, foi uma grande vingança, se levarmos em consideração que a pior vingança de todas é deixar que a ignorância se perpetue, que todos permaneçam na ignorância.
ResponderExcluirMarcella Carolina Nory Diaz (Filosofia da educação I, noturno)
Liberdade: Ser fiel à própria verdade.
ResponderExcluirSilvia Ferraresi Costa
Noturno
A partir da música e das reflexões feitas em sala de aula sobre o que é filosofia e como podemos entendê-la, reflito sobre a ideia de se estar fora e dentro da sociedade ao mesmo tempo. Fora por conseguir refletir e pensar sociedade, suas ações e o resultado destas no meio e dentro por não poder se excluir e ser parte de um todo sempre.
ResponderExcluirCamilla Marangão (Noturno-Filosofia I)
O autor fala que a sociedade está sempre julgando os indivíduos, fazendo assim com que as pessoas se sintam subjugadas e até mesmo fora do padrão da sociedade em que vivem, mas então entra a filosofia que faz essa pessoa ver que pensar diferente não é errado, questionar é necessário, não temos que seguir um padrão podemos ir contra ele mesmo que por vezes sejamos derrubados, nosso ideais sempre estarão de pé.
ResponderExcluirDebora Fujioka Torres (Filosofia da Educação I - Noturno)
O autor é excluído pela sociedade por ser o único que se apega às coisas simples, enquanto todos se preocupam com a riqueza e o status social.
ResponderExcluirPorém, através da filosofia, ele chega ao entendimento de que o que parece aos outros como solidão, na verdade é um distanciamento desejável, porque ele só vive na alegria sincera, à parte da hipocrisia dos que só tem interesses supérfulos.
Talita Valezi (1º semestre, noturno)